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Professor da FAME fala sobre campanha de luta contra as Hepatites Virais

O Dia Mundial de Luta Contra Hepatites Virais é comemorado no dia 28 de julho

O mês de julho foi escolhido para conscientizar a população sobre as hepatites virais. Com a campanha “Julho Amarelo” e o Dia mundial de luta contra as hepatites virais, comemorado na última quinta-feira (28/07), o mês tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.

Diante da importância da campanha e, consequentemente, da conscientização da população sobre o tema, o médico infectologista e professor da FAME, Dr. Hebert Fernandes, nos concedeu uma entrevista sobre as hepatites virais, suas causas, prevenções e tratamento.

O que são hepatites e quais são suas causas?

O termo hepatite quer dizer inflamação do fígado. A gente tem várias causas que podem inflamar o fígado, desde causas infecciosas e causas não infecciosas. Entre as causas não infecciosas estão os medicamentos, bebidas alcoólicas e alimentação. Já entre as causas infecciosas, sem dúvida nenhuma, as hepatites virais são as principais responsáveis pela lesão do fígado. Existem vários vírus que podem causar inflamação no fígado, que são os vírus da Hepatite A, B, C, D e E. No Brasil, basicamente, os vírus mais importantes, principalmente em nossa região aqui, são os vírus da Hepatite A, B e C.

Como são os vírus da Hepatite?

O vírus da Hepatite A, diferentemente do B e C, é um vírus que normalmente provoca doença aguda, causando a inflamação uns 15 a 30 dia após a exposição do fígado. Esse tipo de vírus foi considerado por muito tempo como um vírus de transmissão por alimentação, que muitas das vezes está relacionado ao mal preparo e conservação dos alimentos e da água. No entanto, mais recentemente, na última década a gente evidenciou grandes surtos de infecção pelo vírus da hepatite A em HSH, que são homens que fazem sexo com homens, sendo comprovada a transmissão sexual também pelo vírus da hepatite A.

Já os vírus da Hepatite B e C, normalmente, vão provocar doença crônica, ou seja, eles vão permanecer por mais de 6 meses causando infecção e inflamação no fígado.

No caso desses dois vírus, já se tem bem consolidado a transmissão por contato com sangue, e toda vez que a gente fala de transmissão por contato com sangue a gente também considera a transmissão por via sexual e vertical, porque a relação sexual favorece a transmissão de doenças pelo atrito da relação, onde acontece pequenos rompimentos na microvasculatura que vão favorecer a transmissão do agente infeccioso. Classicamente o vírus da hepatite B é mais transmissível pela via sexual, do que o vírus da hepatite C, que muitas das vezes está associado a transfusão de sangue, manicures, tatuagens, piercing e uso de drogas ilícitas injetáveis e inaláveis.

Quais os tratamentos para as hepatites virais?

O primeiro passo é descobrir qual o tipo da hepatite, se ela é infecciosa ou não infecciosa. Quando a gente fala do mês de conscientização, o Julho Amarelo, a gente fala de hepatites infecciosas, então são as hepatites virais. Nesse casso o mais importante é procurar assistência médica, porque atualmente todas as hepatites tem acompanhamento, no caso da hepatite C por exemplo, a chance de cura, hoje em dia, pode chegar a 99% com o tratamento.

Como é possível diagnosticar os vírus das hepatites A, B e C?

Com relação aos exames, no Brasil a gente tem disponível pelo SUS, em todas as Unidades Básicas de Saúde, os testes rápidos para as hepatites B e C. Os testes rápidos são testes que utilizam a punção digital para avaliar, através de uma imunocromatografia, se o paciente tem anticorpo para o vírus da hepatite C ou se ele tem HBsAb, que é o antígeno da hepatite B. O teste rápido demora 10 minutos e o resultado é extremamente seguro.

Para a hepatite A não tem teste rápido disponível, então normalmente o teste da hepatite A é através da sorologia e é realizado por meio de amostra de sangue convencional, que também é possível realizar para a hepatite B e C.

Quais as formas de prevenção?

Hoje a forma de transmissão está muito relacionada ao contato com o sangue, então uma das formas mais efetivas de prevenção, primeiramente, é testar. A testagem é a maneira mais efetiva, uma vez que, se a gente descobre precocemente, é possível tratar e, consequentemente tratar, diminuindo assim a transmissão da doença no meio.

Segundo, deve-se sempre praticar sexo seguro, uma vez que os vírus, tanto B quanto C, tem transmissão sexual.

Para a hepatite A e B existe uma outra forma mais efetiva de impedir a transmissão, que é a vacina. A vacina da hepatite B é umas das mais consagradas da história, tanto que, todo bebê assim que nasce já toma a vacina da hepatite B.

Para a hepatite C não tem vacina, mas tem um tratamento muito seguro, com altas chances de cura.

Com informações da FAME

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Isabella Paolucci

Jornalista, fã de filmes e séries, k-poper e sagitariana.

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