Vida da gente

Canal Futura estreia “Primeiros Anos”, série que aborda os direitos da criança e a importância do desenvolvimento infantil

Os episódios constroem uma narrativa acerca da atuação parental e sua interação com o universo infantil, provocando um olhar criativo e diversificado

Vinte histórias de diferentes infâncias, pautadas em diversidade e vivências distintas da maternidade e paternidade estarão na série “Primeiros Anos”, um programa que vai ao ar no dia 16 de novembro, às 19h45, no Canal Futura. Parceria entre a Fundação Roberto Marinho e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a série aborda temas como representatividade negra, indígena e LGBTQIA+; desafios e preconceitos enfrentados por crianças com deficiência; saúde; imigração; e as diferentes formas de educar.

O programa traz histórias de pessoas diferentes, de diversos lugares do Brasil, com culturas e crenças diversificadas, mas todas com um ponto em comum: a importância da atuação parental na construção de valores das crianças, respeitando seus direitos, partindo de um olhar criativo no processo de educação e valorizando a diversidade. “Primeiros Anos traz uma série de temas importantes e fundamentais para serem contextualizados e discutidos em casa, na família e também na escola. É a busca de uma reflexão sobre a temática da primeira infância também para o espectador, quer seja ele identificado ou não por algum case.” conta André Libonati, líder de projetos do Canal Futura. Segundo ele, o programa constrói a narrativa baseada na diversidade. “Primeiros Anos traz também um retrato das novas formações de família, onde o amor é a peça-chave para a educação e desenvolvimento da criança. É uma série que traz esperança. E tudo isso sob o olhar e realização de jovens espalhados pelas 5 regiões brasileiras, oriundos da oficina Geração Futura, ratificando o nosso compromisso em formar juventudes no audiovisual e reforçar a produção colaborativa e diversificada do Futura”. Complementa Libonati.

Para Paula Perim, diretora de comunicação e sensibilização da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a série vai muito além do discurso sobre a importância do desempenho parental na garantia de todos os direitos da criança. Trata-se da construção de uma relação com a criança como ser humano, levando em consideração suas próprias opiniões e experiências individuais. “Primeiros Anos é uma produção muito importante porque amplia o horizonte ao colocar a criança como protagonista e sujeito de direitos. Nela, vemos a importância da fala, do estímulo, das interações da criança com o mundo que a rodeia sob a perspectiva dela, da própria da criança, e é justamente nisso que reside a grande potência dessa produção”, complementa Perim. A série traz ainda uma reflexão sobre como os primeiros anos da criança influenciam atitudes, comportamentos e a construção da personalidade ao longo da vida.

Produzida por jovens realizadores egressos da oficina Geração Futura Juventudes – um projeto que ajuda jovens universitários a se conectarem com o universo de audiovisual e colocar em prática os aprendizados a partir do incentivo de novas produções – a série é composta por 20 episódios e faz parte de um conjunto de programações com o intuito de fortalecer a rede de atuação do Futura dedicada à Educação Básica, a fim de ampliar a representatividade das diferentes infâncias e adolescências nas telas e o alcance de atuação nos territórios brasileiros. O Futura retomou a faixa infantil recentemente e esta é a terceira produção original do Canal que chega para complementar a grade. A nova faixa infantil tem o objetivo de abordar diversidade, identidade e direito das crianças. Até o fim do ano, o Canal promove um conjunto de iniciativas multiplataformas com conteúdos audiovisuais, cursos, mobilizações que apoiam professores, estudantes e famílias. Além das exibições no Canal Futura, os episódios ficam disponíveis também nos Canais Globo e Globoplay.

SERVIÇO:

Primeiros Anos

Histórias de infâncias diversas, focando a atenção narrativa na atuação parental e sua interação com o universo infantil, através do olhar criativo e diversificado de jovens realizadores.

Estreia: 16 de novembro (terça-feira), às 19h45. Novos episódios toda terça-feira.

Reprises: Terças, 0h; quintas, 15h15; Domingos, 18h30

Classificação: livre

Episódios:

Era uma vez o mundo

Mathias cresce entendendo a importância da representatividade negra. A construção dessa identidade vem da relação familiar que enfatiza a utilização de brinquedos focados na cultura afro.

Infância Pataxó

A rotina e a educação das crianças da Reserva Indígena Pataxó das Jaqueiras – Porto Seguro/BA, onde elas são consideradas “Símbolos Sagrados” e toda a comunidade é responsável por educá-las e protegê-las.

Tudo novo de novo

Isabella e Antônio são pais de Chloe e Nina. Em meio à pandemia, o casal espera superar os desafios da alimentação saudável juntamente com a complexidade da maternidade, é o que esse casal espera superar.

Infância trans

Duda cresce em um ambiente cercado de amor. Com dois pais e uma mãe, ele encontrou força na família para, aos 6 anos, se reconhecer como um menino trans.

A grande família de João

João, de 6 anos, cresce em suas 2 casas com seu pai e suas 2 mães, tornando-se esperto, criativo e curioso. Sua família vive em harmonia, mas também enfrenta preconceitos por sua diferente estrutura.

A menina que dança

Manu, bailarina de 5 anos, vive no Complexo do Alemão. O curta mostra a importância do balé para o seu crescimento, o contexto em que ela vive, sua infância e sua relação com as pessoas ao seu redor.

A colorida família de Miguel

Em Vitória da Conquista/BA, Luiz Miguel tem os cuidados de sua mãe Rebeca e vive numa atípica e harmoniosa construção familiar recheada de carinho, afeto e responsabilidade com sua infância.

Otto

Na Aldeia Pankararu, sertão de Pernambuco, vive Otto, de 5 anos. Afeto, tradição e coletividade são valores essenciais, formados por troncos familiares e onde a criança é apadrinhada pela comunidade.

Escola Mont-Serrat

A rotina de estudo, aprendizagem, trabalho familiar e da escola comunitária Mont-Serrat são fundamentais para que os pequenos Arthur e Júlia consigam desenvolver seus primeiros passos na educação.

Curumim

Os curumins Tremembé da Barra do Mundaú desde cedo aprendem sobre sua identidade indígena. Crianças como a Cecília, de 5 anos, crescem sabendo da importância de manter viva a identidade de seu povo.

Brincar

O documentário pretende “brincar” com o telespectador, fazendo ele rir, se divertir e principalmente refletir sobre o quão sério é o ato de brincar e seus benefícios no desenvolvimento da criança.

Geração de anjos

Sophia, Guilherme, Luiz e Jayanne fazem parte da geração de crianças com microcefalia, em decorrência do Zika Vírus, em Pernambuco. A primeira infância é repleta de desafios, amor, luta e descobertas.

Educação ancestral
O documentário mostra as formas de transmissão de conhecimento tanto ancestral quanto tradicional da Comunidade Quilombola Rincão da Faxina, na cidade de Piratini/RS.

Brincadeiras tradicionais

Promover uma infância com mais brincadeiras e interações é a missão do pai, pedagogo e gestor cultural Bruno Lopes, que percebeu de perto como o brincar perdeu espaço para telas e para a tecnologia.

DesConectadas

Já pensou em uma infância offline? Mariana e Isadora, vivem no interior do Piauí, não possuem eletricidade na sua casa nem na sua escola e tem um ritmo de vida bem diferente.

Autismo

No nordeste do país, Kauan, de 4 anos, tem grau 2 de autismo. Hoje, ele frequenta o Instituto Amigos do Autista e, diferente de muitas crianças com a condição dele, vai à uma escola regular.

Vacinação infantil

O documentário acompanha uma família que mantém o calendário de vacinação dos seus filhos em dia e acredita que as vacinas, oferecidas pelo SUS, é um dos principais métodos preventivos contra doenças.

Gestos

Os desafios e preconceitos enfrentados durante o desenvolvimento de crianças surdas e de como o ensino de Libras e música ajudam a proporcionar um ambiente enriquecedor durante a primeira infância.

Crianças imigrantes

Salsabil é uma refugiada síria. No início, a adaptação com os costumes brasileiros e a língua foram difíceis, mas os professores foram peças fundamentais para a evolução e a inserção dos seus 4 filhos.

Ressignificando a identidade na infância

No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua/PA, Vanuza, líder comunitária, buscou inserir a neta de 6 anos, no cultivo de plantas medicinais, como forma de manter os ensinamentos tradicionais da comunidade.
Com informações: Caroline Romano / Approach.

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Comentários:

Thiago Rossi

Formado em Comunicação Social pela UNIPAC e pós-graduado em Gestão Cultural pelo Senac/BH. Jornalista, escritor e curioso.

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